A vida é como um tornado, gira, gira ate que chegamos a um ponto que não sabemos onde vamos, nem o que fazemos...
Como o próprio nome do blog diz, tanto estamos em cima como estamos em baixo, são "coisas da vida", como um acontecimento inesperado que te faz mudar o estado de espírito, como uma simples visão que te faz ficar a nora, ou uma troca de olhares que te deixa a pensar... Basta um simples gesto para de fazer mudar logo do melhor para o pior...
Há momentos que a vida parece que não faz sentido, daqueles momentos em que parece, que só vives para sofrer, em que nasces e vives para sofrer e que a morte é a saída mais fácil que há a tua frente, que tudo o que fazes ta mal, e que a tua vida não melhora e não vez nenhuma saída... Pensamos que tudo que passamos não vale a pena... Todos nos vivemos essa fase... Não és o único que passas por isso, e porque tudo na vida é conquistado com esforço, só a duas coisas a fazer, é usufruir das coisas com prazer e tentar torna las mais fáceis.
domingo, 4 de janeiro de 2009
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Amor
Há coisas que não são para se perceberem.
Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível.
A culpa é minha.
O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza.
Serei muito claro.
Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em 'diálogo'.
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam 'praticamente' apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do 'tá bem, tudo bem', tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor,
a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso 'dá lá um jeitinho sentimental'.
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor.
É essa beleza.
É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A 'vidinha' é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber.
É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.
Não se pode ceder.
Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.
Miguel Esteves Cardoso
Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível.
A culpa é minha.
O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza.
Serei muito claro.
Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em 'diálogo'.
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam 'praticamente' apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do 'tá bem, tudo bem', tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor,
a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso 'dá lá um jeitinho sentimental'.
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor.
É essa beleza.
É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A 'vidinha' é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber.
É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.
Não se pode ceder.
Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.
Miguel Esteves Cardoso
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Fim de Semana há maneira
Este fim de semana quis provar a uma pessoa, que ela é muito importante para mim... Esforcei-me ao máximo para que ela percebe-se isso e acho que essa mensagem foi transmitida... Sei que sabes que és umas das pessoas mais importante da minha vida, e uma daquelas que me faz levantar todos os dias de manha para continuar com a minha vida para a frente... És daquelas pessoas essenciais, daqueles que eu não vivia- sem ti...
Para que nunca te esqueças de mim... Acompanharei-te sempre meu puto :D
Adorote muito mano @
Para que nunca te esqueças de mim... Acompanharei-te sempre meu puto :D
Adorote muito mano @
Coise e tal....
Sinceramente não sei... Não sei mesmo... Hoje deu-me uma avontadinha de vir aqui escrever... Sem saber o que dizer ou relatar, vim mesmo só dizer qualquer coisa sem jeito nenhum... Vim só dizer que hoje sinto que era daqueles dias que não devia de ter saído de casa... Só me apetecia ficar a dormir o dia todo, enquanto as outras pessoas saiam para fazer as suas vidas... Queria que a vida fosse muito mais simples do que parece, para nos facilitar e deixar de lado tantos e tantos problemas que nos vão aparecendo a medida dos passos que damos... Porque por muito que nos esforçemos, muitos desse problemas não dependem so de nos... Precisamos de outras pessoas para os ajudar a resolver....
segunda-feira, 19 de maio de 2008
-_- K tédio
Tem dias
Tem dias que so me abetece andar aos pontapes as paredes, as cabeçadas as portas... Sei la... so me abetece desaparecer... Daqueles dias que n tou em em lado nenhum... So tou bem em casa de olhos fechados a ouvir a minha musica... Tou de mau humor e falo mal para toda a gente... acabo por magoar quem não merece por coisas sem jeito nenhum... e por coisas sem importancia. ultimamente tem sido uma constante, não sei porque mas a paciencia é pouca...
É nestes dias que parece k estou revoltado com o mundo e sem um motivo aparente.
Tem dias que so me abetece andar aos pontapes as paredes, as cabeçadas as portas... Sei la... so me abetece desaparecer... Daqueles dias que n tou em em lado nenhum... So tou bem em casa de olhos fechados a ouvir a minha musica... Tou de mau humor e falo mal para toda a gente... acabo por magoar quem não merece por coisas sem jeito nenhum... e por coisas sem importancia. ultimamente tem sido uma constante, não sei porque mas a paciencia é pouca...
É nestes dias que parece k estou revoltado com o mundo e sem um motivo aparente.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Algu inesperado
Actos impensados, actos inconsequentes. Ouvimos o desejo e não a cabeça... Agimos antes de pensar, deixamos-nos levar... Não pensas nas consequências, mas vais ter sempre que aguentar com elas, porque todos os actos têm consequências, umas boas e outras más. Cabe a nos decidir de que tipo queremos, porque antes de agir temos que pensar em tudo e uma simples fracção de segundos é o suficiente porque quando não é temos mais que é que esperar até ter certezas. Sabemos aquilo que queremos, mas temos duvidas se é o mais certo... Porque nem sempre o que queremos é o mais certo, e porque às vezes tempos que abdicar daquilo que queremos pelo nosso bem... Porque nem tudo é bom, e porque a vida exige sacrifícios... Porque quem não dá não recebe... Porque quem não luta não ganha...
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Não!!!!!
Sinto que foges, Sinto queres ir, não me deixes, não te quero ver partir. Tudo o que fizes-te, tudo o que representas, todas as acções, todas as emendas. Fica, fica aqui junto a mim, junto a a nos, depois de todo o trabalho, do tempo gasto de todo o esforço, vais embora assim? Não, Luta, Resiste, Sobrevive.... Não partas já. Ainda a tanta coisa por dizer, tanta coisa por fazer....
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